Revista de políticas públicas. Cinco chapas. Sem urna na capa.

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Dossiê

Eleição nacional · 2026

O quadro nos estados e na presidência

Polarização no Planalto. Vinte e sete Executivos estaduais. Planos no TSE. Esta edição não inventa o censo: recorta o que a imprensa e os PDFs já tornaram públicos até 28 de agosto de 2026.

Presidência: polarização com terceiro campo residual

Campanha aberta em 16 de agosto. Datafolha (18–20/08, BR-04496/2026): Lula (PT) 39%, Flávio Bolsonaro (PL) 33% no 1º turno; no 2º, 47% a 43%. Quaest (10–13/08): 38% a 31%. Terceiro bloco residual: Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP).

Lula (PDF Poder360, 13 eixos): Programa 1 retoma conselhos e 28 conferências; Programa 5 reduz espera no SUS; Programa 6 nomeia Cultura Viva (16 mil pontos e pontões) e Conselho Nacional de Política Cultural; merenda da agricultura familiar elevada a 45% (acima do piso legal de 30%). Flávio (PDF 'Para o Brasil vencer o atraso'): 'Brasil sem fila' (SUS digital, INSS); cultura como 'raízes' e leis de incentivo, sem ponto nem 13.018; tesouraço de ao menos dez ministérios; facções como narcoterroristas.

Análise política: a campanha nacional organiza-se em avaliação do governo federal e identidade de campo. Análise semiótica: Lula enuncia continuidade com figura de política pública (ponto, merenda, conselho); Flávio enuncia atraso a vencer, fila a zerar e crime a nomear como terror. Cultura Viva está em um PDF e ausente no outro.

27 governos, dois calendários

InfoMoney/Valor, agosto de 2026: até 19 estados podem encerrar o governo no 1º turno. Oito aparecem com 2º turno mais provável: Rio Grande do Sul, Paraíba, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Acre, Amazonas, Espírito Santo e Tocantins. No 2º turno presidencial (25/10), a maior parte do mapa pode já ter governador eleito — cabo eleitoral ou abstenção.

O Espírito Santo está no grupo dos oito. Por isso esta revista abre o dossiê pelo Palácio Anchieta e só depois amostra o resto do mapa. A suíte editorial desta edição traduz os dois calendários em texto.

Amostra de estados

Não é lista fechada. É o que o corpus desta edição alcançou com plano público ou pesquisa datada.

O que a amostra de São Paulo ensina

Haddad e Tarcísio protocolaram segurança como eixo 1 — o mesmo deslocamento que a polarização nacional impõe aos estados. Haddad, porém, nomeia um indicador da pauta desta revista: fila do SUS consultável por CPF. Isso é atenção parcial à saúde como direito, não como slogan. Cultura Viva e merenda dos 30% continuam fora do centro mesmo no maior colégio do país, segundo a cobertura lida.

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