Dossiê
Dois calendários, um segundo turno
Até 19 estados podem eleger governador em 4 de outubro. O ES está entre os oito em que 25 de outubro ainda pode ter disputa estadual. O plano que só fala ao primeiro turno fala pela metade.
por Redação Território · 2026-08-28

A eleição de 2026 tem dois relógios. Em 4 de outubro, presidente e governador entram juntos na urna. Em 25 de outubro, só segue quem não resolveu no primeiro turno.
O InfoMoney e o Valor, em agosto, recortaram o mapa: até 19 das 27 unidades da Federação podem encerrar o governo no dia 4. Oito aparecem com segundo turno mais provável — Rio Grande do Sul, Paraíba, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Acre, Amazonas, Espírito Santo e Tocantins.
O que isso muda no plano
Se o Palácio Anchieta se resolve em outubro e o Planalto não, o governador eleito vira cabo ou vira ausência. Se os dois vão a 25, o plano estadual continua em disputa enquanto o nacional aperta. O documento protocolado no TSE precisa servir aos dois calendários. Quem só traduz gestão do ciclo anterior fala ao 4. Quem só declara guerra fala ao 4. Quem nomeia conselho, espera e merenda fala também ao 25 — e ao mandato.
O quadro capixaba
Quaest/TV Gazeta, 27 de agosto (ES-04444/2026): Ferraço 35%, Pazolini 28%, Helder Salomão 10%, Barcelos 2%, Demuner 1%. Nenhum acima de 50. O segundo turno estadual não é folclore. É o cenário em que esta revista continua cobrando o mesmo critério.
A polarização nacional (Lula 39%, Flávio 33% no Datafolha de 18–20/08) não transfere voto automático ao governador. Transfere tema. Segurança sobe no eixo 1 em São Paulo e no tesouraço. A pauta desta revista — lei já vigente — precisa ser traduzida no ES antes que o calendário da presidência engula o da política pública.